3ª Audiência Pública – Propostas

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O espaço estará aberto a comentários específicos sobre a apresentação até às 23:59h do dia 25/03/2020. Para contribuições gerais, acesse o menu “Participe”, que estará disponível durante todo o processo de elaboração do PDMU.

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6 Comentários até agora

Victor DantasPostado em4:18 pm - mar 20, 2020

Complementação corredor Tancredo Neves – A complementação até a avenida Nilo Peçanha abrange muito pouco o bairro do Bessa, o corredor teria que integrar até pelo menos a Avenida Washington Luiz, abrangeria muito mais a população do Bessa, ou talvez até mais a frente, tendo em conta que após o Terminal de Integração do Bessa, não há nenhuma parada de ônibus coletivo de “João Pessoa”, em vista que essa região é muito verticalizada, a semob deveria rever o itinerário do ônibus 601 e 513 e abranger mais a parte final do Bessa.

Claudio PiccoliPostado em11:16 am - mar 23, 2020

Porque não se pensar na implantação do metrô em nossa cidade. Isto é bem possível e mais barrato que o BRT, que não resolve o problema da locomoção em massa.

Bárbara Gomes LourençoPostado em12:11 pm - mar 24, 2020

O treco da Maximiano Figueiredo em frente a praça da Independência deveria ser exclusivo para ônibus. E o trecho da Epitácio logo após o Bradesco (parada de ônibus) até a Audi não deveria ser exclusivo. Não faz sentido quem vai descer a Epitácio ter que entrar na fila de quem vai pra Ruy Carneiro ou pegar a BR, a demanda é muito grande, inclusive as linhas que param no Bradesco e seguem para o semáforo do antigo Freeway.

Bárbara Gomes LourençoPostado em12:26 pm - mar 24, 2020

Algumas vias de sentindo único só se fazem necessárias em horários de alta de manda, ou horário comercial ou noturno a depender do caso. Existem outtos pontos que clamam pelo ordenamento de tráfego respeitando essas demandas. Cito: Rua Targino Marques, Tambaú. Tem alta demanda no período noturno devido aos bares (parece que ninguém pega um Uber pra ir beber com os amigos), o fluxo em sentido único seria uma grande otimização.
Ruas Adalia Suassuna Barreto, Antônio Regis de Brito e Ramis de Galvão, Pedro Gondim. Demandam ordenamento devido as atividades comerciais lá estabelecidas. E estranhamente apenas em frente à Blu’nelle o tráfego foi ordenado. Rua Prof. Joaquim Francisco Veloso Galvão, Pedro Gondim. Nunca demanda sentindo único no trecho da Odontológica até a Marriage, poderia ter fluxo duplo. Rua Afonso Barbosa de Oliveira, Pedro Gondim. Tem alta demanda no fim do horário comercial, adotar sentido único no trecho da esquina da Promac até a esquina da Odontológica regulamentaria o que já acontece na prática, devido a baixa demanda de contrafluxo os motoristas “espertos” vão na faixa da contramão.

MARCELO LIMA CAVALCANTIPostado em6:53 pm - mar 24, 2020

Transformar as linhas exclusivas de ônibus em preferenciais de ônibus.
Aumentar mais uma faixa na BR-230 dentro da cidade, hoje vemos ambulâncias cortando entre a fila de carros, sem que nenhum deles vá ao acostamento, logo fica visível que é possível redistribuir a via para três faixas de circulação.
Linha verde: até hoje não há uma via que tenha implantado a linha verde. Isso é urgente, a cidade precisa de linhas verdes (semáfaros abrindo conforme a velocidade da via, mantendo assim o fluxo constante).

LUCIANIPostado em11:01 pm - mar 25, 2020

Inicialmente, gostaria de congratular o trabalho da equipe na construção da proposta e na busca pela transparência e participação da população no PDMU. Assim, apresento algumas sugestões ao plano e à atuação da prefeitura nas pautas de mobilidade.

De forma mais geral, senti falta da apresentação da previsão orçamentária desse projeto. Sabemos que as estimativas podem sofrer alterações ao longo do tempo, mas considero de grande relevância, não só para estruturar o projeto e direcionar prioridades e estratégias para sua viabilização, mas também para a conscientização da própria população sobre a importância da atuação do Estado e sobre o custo das políticas públicas, que são financiadas pela sociedade, por meio de impostos, por exemplo. Seria interessante também disponibilizar a apresentação (power point) e as planilhas de previsão de custos, para um maior conhecimento dos diferentes segmentos.

MOBILIDADE DE PEDESTRES
Na mobilidade de pedestres, algumas medidas simples poderiam ser fortalecidas pela prefeitura de forma concomitante às ações mais estruturais que exigem maior mobilização de recursos (como a padronização das calçadas, importantíssima para garantir acessibilidade de Pessoas com deficiência, idosos, pessoas com carrinhos de bebê etc). Seguem algumas sugestões:
– Repintar as faixas de pedestre adequadamente.
As faixas de pedestres, além de pouco respeitadas, possuem vários problemas logísticos na cidade. Nas ruas onde não tem semáforo, por exemplo, a faixa de pedestre não pode ser exatamente na esquina, pois os carros precisam de visibilidade da rua perpendicular para atravessar e acabam sempre parando em cima da faixa. As faixas precisam, nesse caso, ter um recuo da esquina, como ocorre, por exemplo, em Brasília, o que favorece também a colocação de redutores de velocidade, semáforos para pedestres e outras sinalizações.
Outro ponto: vários cruzamentos têm faixa de pedestre em apenas uma das quatro vias que se cruzam, de forma alternada, situação muito comum no Cabo Branco, por exemplo, nas ruas paralelas à orla. É necessário garantir faixa em todas as vias do cruzamento para os pedestres poderem atravessarem a rua que estiverem.
É preciso também garantir faixas de pedestres (com sinalização adequada) perto de todos os pontos de ônibus, já que necessariamente são áreas de importante circulação de pedestres.
– Fazer campanhas de conscientização dos motoristas sobre a necessidade de reduzir a velocidade próximo às faixas de pedestre e parar para a travessia, realizando ações educativas e de fiscalização (inclusive com multas).
– Fiscalizar e multar carros parados em calçadas que inviabilizam a passagem de pedestres. É muito comum os pedestres terem que andar na rua porque os carros de maior tamanho (como camionetes) estacionam no recuo de estabelecimentos comerciais ou prédios e ocupam toda a calçada. Para cadeirantes ou carrinhos de bebê, isso ocasiona situações ainda mais perigosas.
– Multar proprietários de terrenos baldios que não fazem as calçadas nos seus terrenos. Garantir a mobilidade é uma responsabilidade social tanto da prefeitura quanto da sociedade.
– Expandir o número de semáforos de pedestres, especialmente em vias de grande fluxo. É muito comum haver cruzamentos de vias movimentadas nas quais o pedestre nunca pode atravessar com segurança, pois quando fecha um sinal de carros, abre o outro que possibilita os veículos virarem, sem tempo para os pedestres atravessarem.
– No comitê gestor de calçadas proposto, assim como em outros referentes ao PDMU, garantir a participação de representantes da sociedade civil, especialmente de representantes das pessoas com deficiência.
– Investir em campanhas na TV, rádio e mídias sociais, para além de cartilhas. Os acidentes de trânsito são responsáveis por muitas mortes, deficiências e sobrecarga dos sistemas de saúde, previdência, assistência. As pessoas precisam se conscientizar de que elas são parte da causa, mas também da solução para esses problemas.

MOBILIDADE DE CICLISTAS
– Priorizar, de fato, as ciclovias. Municípios com menos estrutura e organização que João Pessoa conseguiram ampliar de forma muito mais expressiva e mais rápida sua malha de ciclovias.
Uma questão que fiquei em dúvida na apresentação é por que ter apenas ciclofaixa de lazer na Epitácio, se é uma via amplamente utilizada para deslocamento para outros fins.
– Buscar parcerias com empresas para promover a disponibilização de bicicletas e patinetes compartilhados (como Yellow, Itaú, TemBici, Grin), que favoreçam a integração com outros meios de transporte (ex: perto dos terminais de integração, parques, praças, estabelecimentos públicos, praia). Essas iniciativas têm tido bons resultados em outras capitais.

TRANSPORTE COLETIVO
– O valor da tarifa de ônibus precisa ser revisto e, de fato, são urgentes as medidas para garantir outras formas de financiamento. Em João Pessoa, o valor é bastante desproporcional à renda média da população (por exemplo, é mais caro do que em cidades como Brasília e Rio de Janeiro, que possuem uma renda per capita muito maior), mesmo com pouca integração e baixa oferta de serviços. Isso vai na contramão da promoção da utilização do transporte coletivo, buscada nos planos de mobilidade e de meio ambiente. É preciso avançar na discussão da mobilidade como um direito (várias cidades têm avançado na discussão da implantação de estratégias de Tarifa Zero, baseadas no direito à mobilidade e na economia dos recursos sem a necessidade de cobradores, sem empresas privadas que preveem grande margem de lucro etc).
– Melhorar aplicativo JampaBus, que contém muitos problemas, conforme relatado cotidianamente na Play Store. Inserir ferramenta para notificação em tempo real de problemas com o transporte (ex: reportar, por linha e horário, ônibus que não parou no ponto, ônibus superlotado, motorista que desrespeita as normas de trânsito, ônibus sem condições de circulação), promovendo sua utilização pela população, que poderá agir mais diretamente na fiscalização dos serviços.
– Outro item simples, que não necessariamente está relacionado à mobilidade, mas se faz de grande importância, é a disponibilização de lixeiras nos ônibus (com adequada retirada do lixo e manutenção e conscientização para sua utilização). É comum ver as pessoas jogando lixo pelas janelas dos ônibus, o que traz problemas ambientais e de saúde.
– A renovação da frota de ônibus também é importante para a saúde, para o ambiente e para a qualidade de vida dos usuários e motoristas.

Para um planejamento de longo prazo, é importante discutir também, de forma intersetorial, outros meios de transporte mais sustentáveis e eficientes, como metrôs, trens, ônibus elétricos, deixando as vias mais disponíveis para pedestres e ciclistas.

João Pessoa pode se tornar modelo em mobilidade urbana, acessibilidade e qualidade de vida para a população, o que inclusive promoveria ainda mais o turismo e impactaria qualitativamente em outras políticas, como a de saúde, por exemplo. Com compromisso político, capacidade técnica e mobilização popular é possível construirmos a João Pessoa que queremos.

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